Todos os anos, JesusFeito criança, menino,
Transforma a terra em flor.
E em poucos dias, no mundo,
Os homens vivem unidos,
Falando apenas de amor.
Mas, quando o Natal acaba
E os dias são como os outros
Nas cidades e na serra,
Durante o resto do ano
Os homens já desavindos,
Apenas falam da guerra.
E assim decorrem os anos
Nesta atroz contradição:
_ Os homens, podendo amar-se,
Morrem de armas na mão!...
Autor: João Patrício
in Natal na poesia portuguesa
Selecção Luís Forjaz Trigueiros (dinalivro)


